Hoje, ponho fim à minha vida idealizada enquanto ser socialmente tradicional. Acho que deixei de ter vontade de fazer a minha vida naquele trilho tão tradicional, tirar o curso, fazer-me Dr., trabalhar, casar, ter descendências… O mundo está cada vez mais perto do fim e com este partirei eu e todos aqueles que quero bem.
O tão esperado e previsto e avisado e renegado e gozado e afinal real tumulto chegou. Já não se conhece ordem; ora uns morrem assados sob um calor de mais de 50 graus, ora outros morrem afogados em chuva. Por aqui as coisas vão andando minimamente normais, embora ainda assim se façam sentir algumas irregularidades.
Mesmo assim, eu olho a janela do quarto, sentado à secretária e penso que em vez de estar a desperdiçar o meu tempo aqui sozinho em casa, deveria talvez recorrer a todos e mais alguns e fazer tudo aquilo que quero e o que não quero.
Tenho sinceramente medo que as ciosas acabem por torcer e tudo acabe. Mas sim, podemos admitir que as coisas não vão acontecer assim de forma tão rompante e que cada um terá a sua vez de ir caminhando até ao seu grau mais profundo de degradação e que todos teremos tempo suficiente de tortura até ao fim...
Mas enfim, no meio de tantos, sou apenas louco.
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