Thursday, June 28, 2007

Hoje

"Hoje" é um termo muito grande. É uma palavra muito globalizante, uma palavra mundial. Um dia não é apenas um conjunto cronológico de 24 horas, e se formos por aí, 24 horas não serão apenas 1440 minutos e nem tanto meros 86400 segundos.
Se pensarmos que este ínfimo pormenor que é o mundo em que vivemos, possui cerca de
6 500 000 000 de habitantes humanos, entre mais de cerca de 30 milhões de espécies animais e outras tantas de vegetais e ainda se contarmos com mais os reinos todos que existem e ainda se multiplicarmos pelo número de exemplares de cada espécie e cada reino; se pensarmos nisto, talvez possamos ficar com uma leve ideia da imensidão que é a vida neste planeta.
Então e se de um momento para o outro surgisse a hipótese de a Terra não ser mais do que um ponto (não) final no meio da Bíblia? Assustador não é? Imaginar que neste mundo a nossa existência (enquanto indivíduos singulares) é praticamente nula, ainda que não o seja o nosso papel no meio disto tudo...
Talvez se torne um bocadinho mais assustador se tivermos uma perspectiva um tanto ou quanto exterior a tudo e pensarmos que no total um dia não serão 24 horas, mas sim 24 horas a multiplicar por cada coisa que mexe e reproduz.
É difícil sair da perspectiva individual, porque para nós um dia é sempre um dia, acabará sempre logo e recomeçará sempre amanhã. Mas...será sempre assim?
Vinte e quatro horas são para nós um dia que começa cedo e nunca mais acaba. Ah...velhas formigas...se assim fosse, já não íamos a meio do fim...